Como a calculadora faz a conta
A perda na colheita não se enxerga da cabine; mede-se no chão. Depois da passagem da colhedora, você coloca no campo uma armação de área conhecida, recolhe tudo o que a máquina deixou ali (grãos soltos, vagens, espigas, capulhos, café ou pedaços de cana), pesa e multiplica pela razão entre 1 hectare e a área da armação: 1 g por m² equivale a 10 kg por hectare. A calculadora converte esse peso para a unidade de venda da cultura (saca, arroba de pluma ou tonelada) e para reais, soma na área colhida e compara com o nível de referência da cultura. Repetir a medida em vários pontos e tirar a média faz parte do método.
A perda pode ser separada em partes quando você faz três medidas com a mesma armação: logo atrás da colhedora (o total); com a colhedora parada e os mecanismos desligados, depois de recuar de 4 a 5 m (a plataforma); e à frente da colhedora, na lavoura ainda não colhida (a perda natural, o que já tinha caído antes). A diferença entre as medidas mostra quanto é natural, quanto é da plataforma e quanto é dos mecanismos internos (trilha, separação e limpeza). As duas últimas medidas são opcionais.
Cada cultura tem a sua particularidade. No milho, a perda é a soma dos grãos soltos e das espigas caídas. No algodão, mede-se o algodão em caroço que fica no solo e na planta, e a calculadora converte em pluma pelo rendimento. No café, a medida é em litros de café da roça por hectare, e a perda final é o que caiu menos o que se recolheu. Na cana, o gabarito é de 10 m².
O nível de referência é o que a pesquisa pública publica, e cada fonte compara o seu limite com uma perda diferente: na soja, no milho, no arroz e na cana, com a perda total; no trigo, no feijão e no algodão, com a perda da máquina. A calculadora usa a base da fonte e mostra qual usou. O excesso em reais é o que se recupera ajustando a colhedora até o nível. As contas abaixo usam os números do formulário.
Cálculo educativo com as medidas que você informou. Os níveis de referência vêm de publicações públicas de pesquisa (Embrapa, universidades e outras), mudam de uma fonte para outra e não são norma nem garantia de resultado. A ferramenta mede perda quantitativa; a regulagem da colhedora deve seguir o manual da máquina e a orientação de um técnico. Os preços são de referência: troque pelo que você recebe.
De onde vêm os números. Produtividade e preço de cada cultura são os de referência do portal, com a data de cada um, em Dados de referência das culturas. As massas, as contagens e as áreas do exemplo são números escolhidos para ilustrar a conta, não medições de lavoura. Ficam como premissa do portal, sem fonte: a mesma armação à frente da colhedora para medir a perda natural na soja (a Embrapa cita a debulha natural, mas não traz o procedimento); o rendimento de pluma de 41,5% do algodão (ponto médio de 41% a 42% do Conab, em Mato Grosso); o nível de 5% da carga pendente no café, porque nenhuma fonte aberta traz limite numérico; o peso de 0,0307 g do grão de arroz (ponto médio de 100 sementes de 2,58 g a 3,56 g); o mínimo de 3 pontos em algodão, café e cana; os cortes de 20% (perda muito alta) e de 50% (perda natural) dos avisos; e o corte de 1,5 vez a produtividade de exemplo, que avisa quando o café informado é de uma lavoura bem mais produtiva que a do portal. Laranja e citros e tomate ficaram de fora desta versão, por falta de fonte de método e de nível. O desconto por umidade e impureza no recebimento é da calculadora de desconto por umidade e impureza; a tolerância de 1 sc/ha da soja também aparece na calculadora de colheita de soja.
Perguntas frequentes
Como eu meço a perda na soja?
Depois da passagem da colhedora, monte uma armação de 2 m² que cubra a largura da plataforma (o comprimento é 2 dividido pela largura, em metros), recolha os grãos e as vagens, debulhe as vagens e leia no copo medidor, que já mostra sacos de 60 kg por hectare, ou pese os grãos. Faça pelo menos três pontos, e cinco se puder (Embrapa). No exemplo, 18 g em 2 m² dão 90 kg/ha, ou 1,5 sc/ha.
Quanto de perda é aceitável?
Depende da cultura e da fonte: soja, 1 sc/ha; milho, 1,5 sc/ha; trigo e feijão, 3%; arroz, 90 kg/ha; algodão, 5%; cana, 2,5%. O café não tem limite numérico em fonte localizada. São referências de pesquisa, não norma. No exemplo da soja, 1,5 sc/ha passa 0,5 sc/ha do nível: R$ 111.577,50 em 1.500 ha.
Por que medir também a perda natural?
É o grão que já estava no chão antes da colhedora entrar; não é culpa da máquina, e nesse caso a época da colheita pesa mais que a regulagem. Mede-se à frente da colhedora, com a mesma armação. No exemplo do trigo, sem essa medida a calculadora atribuiria à máquina R$ 15.112,00 que eram da lavoura, e o excesso sairia R$ 21.251,25 em vez de R$ 6.139,25.
O que pesa mais, velocidade, umidade ou regulagem?
As três, e cada cultura tem a sua faixa: soja, 4,0 a 6,5 km/h e 13% a 15% de umidade; milho, 4 a 6 km/h e início da colheita entre 18% e 20%; trigo, 3 a 5 km/h e 16% a 18%. Num ensaio de milho a perda foi de 0,4% a 4,4 km/h e de 2,4% a 6,8 km/h; no algodão, de 385 kg/ha a 3,6 km/h e de 510 kg/ha a 7,2 km/h. A calculadora lista as causas que as fontes citam e não indica marca nem ajuste específico: a regulagem segue o manual da máquina e a orientação de um técnico.
No arroz, por que a saca do copo é diferente da saca do portal?
O copo da Embrapa lê sacos de 60 kg por hectare, e o portal conta o arroz em saca de 50 kg. A calculadora converte pelo peso: no exemplo, 120 kg/ha são 2,0 sacos de 60 kg no copo ou 2,4 sacas de 50 kg, o que custa R$ 196,94 por hectare.
Serve para algodão, café e cana?
Serve, com limites. No algodão, mede o caroço que fica na planta e no solo e converte em pluma com 41,5% (premissa); o limite de 5% vem de uma revista técnica. No café, o método em litros por hectare vem de um artigo, e o alerta de 5% da carga pendente é premissa, porque não há limite numérico em fonte localizada. Na cana, vale a perda visível em 10 m² e as classes do CTC; nenhuma fonte aberta separa a perda natural.
Fontes
- Embrapa Soja. Silveira, J. M.; Conte, O.; Mesquita, C. de M. Manejo Integrado da Colheita: determinação das perdas de grãos na colheita de soja usando o Copo Medidor da Embrapa. Comunicado Técnico 102, 2ª ed., maio de 2022. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: armação de 2,0 m² (4,0 × 0,5 m) e X = 2 ÷ Y; menos de 0,22 m reduz a precisão; "sempre que possível pelo menos três" pontos; recuo de 4 a 5 m e perda interna = total − plataforma; escala do copo em sacos de 60 kg/ha; confiabilidade de 94%; tolerância de 1,0 saco/ha e o procedimento acima dela; umidade de 13% a 15%; velocidade de 4,0 a 6,5 km/h; causas por sistema (Tabela 2).
- Embrapa Soja. Lorini, I. et al. Colheita e pós-colheita de grãos, cap. 14 de "Tecnologias de produção de soja", Sistemas de Produção 17; ano não consta (arquivo catalogado como 2020). alice.cnptia.embrapa.br Usado: tolerância de "no máximo, uma saca de 60 kg/ha", classificação em dois níveis, velocidade de 4,0 a 6,5 km/h e umidade de 13% a 14%.
- Embrapa Soja e Emater-PR. Silveira, J. M.; Harger, N.; Conte, O.; Possamai, E. J. Diagnósticos preliminares das perdas de grãos na colheita de soja no estado do Paraná, na safra 2018/2019, usando o copo medidor da Embrapa. Resumo expandido, 37ª Reunião de Pesquisa de Soja; ano de publicação não consta. alice.cnptia.embrapa.br Usado: três pontos por local; 334 amostras e média de 1,2 sc/ha; regionais de 1,0 a 1,6 sc/ha; parar a colheita acima de 1 saca/ha.
- Embrapa (Soja, Milho e Sorgo, Arroz e Feijão). Mesquita, C. de M. et al. Como evitar os desperdícios nas colheitas da soja, do milho e do arroz. Documentos 112, 11 e 87; manual do produtor; ano não consta (dados de 1996/97). infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: níveis de 1,0 saco/ha (soja) e 1,5 sacos/ha (milho e arroz), sem definir o saco; armações de 1 m² (arroz), 2 m² (soja e milho) e 30 m² (espigas); no mínimo cinco amostragens; recuo de cerca de 4 m; velocidade de 4 a 6 km/h; causas na plataforma, na trilha e na limpeza.
- Embrapa Milho e Sorgo. Cultivo do Milho, Sistema de Produção 1, 9ª ed., novembro de 2015 (colheita e pós-colheita). infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: "níveis toleráveis de perdas de 1,5 sacos/ha para o milho"; perdas de 8% a 10% na colheita mecânica e de 3% a 4% na otimizada; pré-colheita de 4% (3% no Cerrado); velocidade de 4 a 6 km/h; início da colheita com 18% a 20% de umidade; causas.
- Finch, E. O.; Coelho, A. M.; Brandini, A. Colheita de milho (seção Milho/Tecnologia de Produção). Informe Agropecuário, Belo Horizonte, ano 6, n. 72, dez. 1980, p. 61-66 (Embrapa/CNPMS, Epamig, ICA). alice.cnptia.embrapa.br Usado: espigas em 60 m² (kg × 167); grãos em 1 m² (cada grão por m² vale 3 kg/ha); pré-colheita medida à frente da colhedora e plataforma = total − pré; critério de perda total abaixo de 7,0% (lavoura com até 10% de tombamento e 20% a 26% de umidade); velocidade de 3,5 a 6 km/h; umidade de cerca de 18%. Fonte antiga, com o quadro de limites ilegível em parte.
- Embrapa Milho e Sorgo. Santos, J. P.; Mantovani, E. C. Perdas de grãos na cultura do milho: pré-colheita, colheita, transporte e armazenamento. Circular Técnica 24, junho de 1997. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: perdas de 8% a 10% na colheita mecânica, reduzíveis a "um patamar aceitável de 4%"; pré-colheita média de 4%; causas por parte da máquina; umidade de cerca de 18%. O texto não descreve o método de amostragem.
- Souza, C. M. A.; Rafull, L. Z. L.; Reis, E. F.; Alves Sobrinho, T. Perdas na colheita mecanizada de milho em agricultura familiar da Zona da Mata Mineira. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, v. 5, n. 2, p. 280-290, 2006 (UFGD, UEG, UFMS). ainfo.cnptia.embrapa.br Usado: perda natural em 30 m² (dez amostras) e da plataforma em 2 m² (duas linhas, recuo de metade do comprimento da máquina); perda interna = total − plataforma; perda total de 9% (3,5% + 2,4% + 3,1%) e natural de 17,1 kg/ha (0,73%); causas (umidade baixa, atraso da colheita, idade da máquina, treinamento do operador).
- Bertonha, R. S.; Silva, R. P. da; Barrozo, L. M.; Cavichioli, F. A.; Cassia, M. T. Perdas e desempenho de sementes de milho em dois sistemas de preparo do solo e velocidades de deslocamento da colhedora. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, v. 11, n. 3, p. 243-253, 2012 (Unesp/FCAV, UFBA). rbms.sede.embrapa.br Usado: armação de cerca de 2 m² (3,60 × 0,56 m); perdas totais de 0,4% (4,4 e 4,7 km/h), 0,7% (4,1), 1,7% (4,9) e 2,4% (6,8); coeficiente de variação de 17,6%; o estudo não separa a perda natural.
- Portella, J. A. (Embrapa Trigo). Menos perdas, mais colheita. Revista Cultivar, 10/11/2015. revistacultivar.com.br Usado: perda total de "aproximadamente 4% é aceitável" no milho; perda quantitativa média de 1,17% nas safras 2000/2001, 62% delas na plataforma; efeito da umidade. Revista técnica; o método remete a Portella (1981).
- Embrapa Soja (CNPSo). Avaliação de perdas na colheita do trigo pelo método da armação de pano e copo medidor. Comunicado Técnico 37, junho de 1986. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: armação de pano com a largura da plataforma, cinco amostragens por lavoura; perdas de 29,27 kg/ha (copo) e 34,43 kg/ha (pesagem) em 11 propriedades, cerca de 0,5 sc/ha. Sem nível tolerável.
- Portella, J. A.; Sattler, A.; Faganello, A. Tecnologia de colheita de trigo, cap. 13 de "Trigo no Brasil" (Embrapa Trigo); ano não consta no trecho aberto (arquivo catalogado como 2011). alice.cnptia.embrapa.br Usado: armação de 1 m² com o lado maior igual à largura da plataforma; 3 quantificações; seis passos de cálculo; mil sementes com cerca de 40 g (140 grãos/m² = 56 kg/ha); perda de 3% "considerada normal"; média nacional de 5% (Brasil, 1993); início da colheita em 16% a 18% de umidade; velocidade de 3 a 5 km/h; causas por parte da máquina; estimativa de que pelo menos 50% das perdas poderiam ser eliminadas.
- Portella, J. A. (Embrapa Trigo). Perdas de trigo, de soja e de milho × umidade de grão durante a colheita mecanizada. XXVI Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola, Campina Grande (PB), 1997. bdtd.ufcg.edu.br Usado: armação de 1 m² (3,6 × 0,28 m); perdas do trigo de 1,5% a 8,6% e da soja de 8,6% a 12,4% conforme a umidade; plataforma com 68% a 76% da perda na soja.
- Hensel, M. J. Avaliação de perdas na colheita mecanizada de trigo. Trabalho de conclusão de curso (Agronomia), UFFS, Cerro Largo (RS), 2014. rd.uffs.edu.br Usado: armação de 2 m² (4,50 × 0,44 m) e recuo de cerca de 10 m; perdas internas por diferença; nível de 60 kg/ha citado da literatura; pré-colheita de 4,55% a 5,65% e perda da colhedora de 3,4% a 4,0% no ensaio. Fonte secundária para o nível.
- Fonseca, J. R.; Silva, J. G. da. Perdas de grãos na colheita do arroz, 2ª ed. Embrapa Arroz e Feijão (CNPAF), Circular Técnica 24, 1997. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: equação (1) g × 10 ÷ m² e tabela de contagem (100 sementes = 2,58 a 3,56 g); armação de 1 m², pelo menos quatro pontos; determinação parcelada (apanha, saca-palha, peneiras); levantamentos de 238 kg/ha (1982/83) e 326,2 kg/ha (1994/95); velocidade média de 6,4 km/h; umidade de 18% a 23%; causas. A circular não define nível tolerável.
- Silva, J. G. da; Fonseca, J. R. Colheita (cap. 13), Embrapa Arroz e Feijão; ano não consta no trecho aberto (arquivo catalogado como 2013). infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: nível aceitável "menos de 90 kg/ha"; copo medidor com escala em sacos de 60 kg/ha; pelo menos 4 pontos de 1 m²; mecanismos externos com cerca de 70% das perdas; umidade de 18% a 23%.
- Weymar Jr., L. C. N.; Tillmann, C. A. da C.; Meneghetti, V.; Franck, C. J.; Chielle, D. P.; Ceroni, P. S. Determinação de perdas na colheita mecanizada de arroz irrigado, variedade IRGA 422. UFPel, 2009. ufpel.edu.br Usado: plataforma com 62% a 96% das perdas totais em três colhedoras; "da ordem de 70%" (Embrapa, 2004, citado). Não define nível tolerável.
- Assunção, J. R. Perdas decorrentes do sistema de trilha na colheita mecanizada de arroz irrigado. TCC (Agronomia), Unipampa, Itaqui (RS), 2013. dspace.unipampa.edu.br Usado: só como fonte secundária: nível de 90 kg/ha (Fonseca e Silva, 1997); "cerca de 200 kg/ha (4 sacas de 50 kg)" da Embrapa (2013), sem referência listada; velocidade acima de 3 km/h incompatível com o molinete (Silva, 2004; Embrapa, 2010, citados); umidade de 18% a 23%.
- Souza, C. M. A.; Queiroz, D. M.; Cecon, P. R.; Mantovani, E. C. Avaliação de perdas em uma colhedora de fluxo axial para feijão. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 5, n. 3, p. 530-537, 2001 (UFV, Embrapa Milho e Sorgo). alice.cnptia.embrapa.br Usado: moldura de 2,0 m², dez amostras por leira, g/m² × 10 = kg/ha; perda natural e do arranquio de no máximo 0,1%; perdas totais de 3,02% a 5,72%; nível de 3% a 5% (Griffin, 1991, citado); a 4 km/h a plataforma perdeu menos; efeito da umidade (10,65% e 14,10%); causas.
- Silva, J. G. da; Nascente, A. S.; Machado, A. L. T. Colheita mecanizada do feijoeiro: passado, presente e futuro. Embrapa Arroz e Feijão, Circular Técnica 92, novembro de 2020. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: perdas "superiores a 300 kg/ha" descritas como comuns; início da colheita com pouco menos de 22% de umidade; causas (arquitetura da planta, maturação desuniforme, restos vegetais). Não traz método nem nível.
- Agrolink (Redação). Feijão: saiba quando as perdas na colheita exigem ajustes. 30/08/2026. agrolink.com.br Usado: como fonte secundária (cita a Embrapa sem referência): gabarito de 0,5 a 1,0 m², 5 a 10 amostras por talhão, umidade corrigida para 13%; perdas de 3% a 4% em colheitas bem conduzidas; 20% como "muito elevado".
- Aguero, N. F. et al. (UFMT, com apoio do IMAmt). Como minimizar perdas na colheita de algodão adensado. Revista Cultivar Máquinas, ed. 167, 13/07/2020. revistacultivar.com.br Usado: "as perdas não devem ser superiores a 5% do total colhido pela máquina"; perdas de 182 a 234 kg/ha (9,9% a 12,7%); definição de perda pré e pós-colheita; velocidades de 2,35 e 5,14 km/h. Revista técnica; não informa área nem número de amostras.
- Pesquisadores da Unesp e da UFMT (autores não identificados no texto aberto). Manejo de perdas na colheita mecanizada de algodão (título deduzido do endereço). Revista Cultivar Máquinas, ed. 137; página datada de 24/10/2017; ensaio da safra 2011/2012 em Mato Grosso. revistacultivar.com.br Usado: parcela de três linhas de 2 m (o texto diz 3,6 m²); pré-colheita desprezível e não medida; perdas de 385 kg/ha (3,6 km/h) e 510 kg/ha (7,2 km/h) de algodão em caroço; 11% a 14,1%; faixa de 9% a 12,5% citada para o cerrado; causas.
- Embrapa Algodão. Costa, J. N. et al. Técnicas de Colheita, Processamento e Armazenamento do Algodão. Circular Técnica 87, agosto de 2005. infoteca.cnptia.embrapa.br Usado: perdas da colheita mecânica "entre 5 a 15% dependendo das condições da lavoura"; algodão em rama com umidade "inferior a 12%". Não descreve método nem rendimento de pluma.
- Alvarenga, C. B.; Val Júnior, N. Â.; Val, V. L. P.; Zampiroli, R.; Rinaldi, P. C. N. Perdas nas operações de colheita e recolhimento mecanizados do café arábica na região do cerrado mineiro. Acta Iguazu, v. 7, n. 4, p. 35-46, 2018 (UFU, Monte Carmelo). saber.unioeste.br Usado: método em L/ha (carga pendente, caído antes, derriça, recolhimento); 27.913, 24.500, 1.706, 3.413 e 5.119 L/ha (5.019 na Figura 1); recolhimento de 4.625 e 4.031 L/ha e perda final de 494 e 1.088 L/ha; derriça de 12% "valor elevado"; velocidades. Não traz o fator de litros por saca.
- Fernandes, M. I. S. Parâmetros produtivos e de qualidade de cultivares de cafeeiros na região do Alto Paranaíba, Minas Gerais. TCC (Agronomia), UFU, Monte Carmelo, 2021. repositorio.ufu.br Usado: média de 380,6 L de café da roça por saca de 60 kg beneficiada, sem diferença entre as oito cultivares.
- Guarçoni, R. C.; Silva, J. N.; Fonseca, A. F. A.; Silveira, S. S. M. (EMCAPA). Rendimento do café conilon com distintos percentuais de frutos colhidos verdes. Trabalho no repositório do evento CONBEA da UFCG; campo em 1994, ano de publicação não consta. bdtd.ufcg.edu.br Usado: 384 L de café da roça por saca de 60 kg no conilon (4,8 sacos de 80 L, com 30% de frutos verdes) e "480 litros" no arábica, sem método descrito.
- Revista Cultivar (Rocha, I.; fonte técnica: V. Figueiredo, Epamig). Varrição do café é aliada no controle da broca. 02/07/2025. revistacultivar.com.br Usado: confirmação de que a matéria não traz números de café caído nem de perda, de modo que não há limite da Epamig.
- Oliveira, E. de. Colheita mecanizada do café em maiores velocidades operacionais. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola), UFLA, 2006. bdtd.ibict.br Usado: velocidade de 1,64 km/h nas duas passadas; a velocidade influencia o café caído no chão. O resumo não traz valores de perda.
- Giachini, C. F.; Ramos, C. R. G.; Lyra, G. A. de; Gamero, C. A.; Lanças, K. P. Consumo de combustível e perdas de cana-de-açúcar durante a colheita diurna e noturna. Energia na Agricultura, Botucatu, v. 31, n. 1, p. 10-16, jan.-mar. 2016 (FCA/Unesp). revistas.fca.unesp.br Usado: gabarito de 10 m² (3,03 × 3,33 m), categorias, 4 repetições; perdas de 0,88% e 2,2%; classes do CTC (Benedini et al., 2009, citado): baixa abaixo de 2,5%, média de 2,5% a 4,5%, alta acima de 4,5%; velocidade e causas; sem separação entre natural e máquina.
- Ramos, C. R. G.; Lanças, K. P.; Santos, R. de S.; Silva, R. L. da. Perdas e impurezas na colheita mecanizada de cana-de-açúcar utilizando diferentes configurações de trabalho da colhedora. Energia na Agricultura, v. 31, n. 4, p. 317-327, 2016 (Unesp). revistas.fca.unesp.br Usado: só o resumo (as perdas aumentaram com a velocidade e, em %, tendem a ser menores em áreas de alta produtividade).
- Salvi, J. V. Qualidade do corte de base de colhedoras de cana-de-açúcar. Dissertação (Mestrado em Agronomia), ESALQ/USP, 2006. teses.usp.br Usado: gabarito de 1,4 × 1,4 m (1,96 m²), 17 pontos por jornada, categorias; P = M ÷ Mt × 100, com Mt a produtividade mais a massa remanescente.
- Artigo da SciELO (título e autores não constam no trecho aberto; periódico pelo código do endereço, rbeaa), 2018, sobre colheita mecanizada de tomate industrial em Morrinhos (GO). scielo.br Usado: gabarito de 2,5 m², sete repetições, perdas nas ramas de 2,19 a 9,84 t/ha; sem limite aceitável e sem a tabela de perdas totais; por isso o tomate ficou de fora.
- Torquato, S. A.; Fronzaglia, T.; Martins, R. Colheita mecanizada e adequação da tecnologia nas regiões produtoras de cana-de-açúcar (IEA/APTA e Embrapa); ano não consta (referências até 2008). alice.cnptia.embrapa.br Usado: apenas para confirmar que o texto não descreve o método de perdas visíveis.
- Conab. Boletim da Safra de Grãos, 12º levantamento, safra 2025/26. Setembro de 2026. gov.br/conab Usado: rendimento de pluma de 41% a 42% em Mato Grosso, base da premissa de 41,5% (detalhes em Dados de referência das culturas).
- Conta da Safra. Dados de referência das culturas: produtividade, unidade, peso da saca e preço de cada cultura, com a data e a fonte de cada número (preços de 16/10/2026; trigo, 15/10/2026; cana, 01/07/2026). referencias-culturas.html
- Conta da Safra. Colheita de soja: tolerância de 1 sc/ha, conta de perda e de excesso e exemplo de 1.500 ha com perda de 1,5 sc/ha. colheita-soja.html